Vou contar uma história que pouca gente conhece.

Em 1996, a Gulfstream — uma das fabricantes de jatos executivos mais respeitadas do planeta — abriu uma planta em Mexicali, no deserto da Baja California. Longe de tudo. Calor de 45 graus. Nenhuma tradição aeroespacial local.

Trinta anos depois, essa planta emprega mais de 5.000 pessoas. Produz chicotes elétricos, componentes de chapa metálica e subconjuntos para os G280 e G550 — incluindo peças para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em 2024, a Gulfstream anunciou mais US$ 370 milhões em investimentos. Uma segunda planta. Mais 1.500 empregos.

Sabe por quê?

Porque os americanos entenderam uma coisa que nós, brasileiros, ainda não entendemos: a fronteira não é um limite. É uma alavanca.