O empresário que pagou 42% de imposto por não saber que existia alternativa
Importação direta sem planejamento
Empresário do agronegócio importou jato executivo diretamente para o Brasil via importação definitiva, sem consultar especialistas em estruturação internacional. Pagou II (14%), IPI (7,5%), PIS/COFINS-Importação (9,25%) e ICMS (18%) sobre o valor total. Além disso, contratou hangaragem e manutenção no Brasil com custos operacionais máximos.
Análise forense da estrutura
- Carga tributária total na importação: 42% do valor da aeronave
- Nenhum tratado de dupla tributação aproveitado
- Custos operacionais 100% em território brasileiro (fator 1.0)
- Sem blindagem patrimonial — aeronave no CPF do empresário
- Exposição a IPVA estadual (risco latente com PLP 138/2025)
- Depreciação não otimizada fiscalmente
Reestruturação via Maquila
Transferência da aeronave para SPV paraguaia sob regime Maquila (Lei 7.547/2025), com contrato de prestação de serviços de aviação executiva para a empresa brasileira. Importação com suspensão total de tributos. Tributação de 1% sobre valor agregado.
- Blindagem patrimonial via pessoa jurídica estrangeira
- IPVA zero (proprietária estrangeira)
- Custos operacionais 50% menores
- Depreciação acelerada no Paraguai
A importação direta é o caminho mais caro e mais arriscado. Mesmo após pagar os tributos, a reestruturação gerou economia líquida significativa em 5 anos.